sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sorvete!!!!

pois é, esse é o meu novo vício agora... na verdade, sempre fui fã desse delicioso e gelado quitute. só que ultimamente tenho consumido muito mais do que eu poderia imaginar.
acho que é uma das lembranças mais gostosas que tenho, principalmente durante o período que eu fiquei doente. lembro que era uma tarde de sábado e tinha muita gente lá na casa de minha mãe. eu com pontos na cabeça, sem enxergar direito e dopado de remédios... sei lá porque diabos respondi para a minha esposa, a gipsy, "sorvete de morango e pistache", quando ela perguntou se eu queria alguma coisa.
não me lembro bem mesmo, porque na época eu estava tomando muitos remédios e minha memória ficou meio esquisita... "só sei que foi assim"...
de qualquer forma, saiu ela atrás do sorvete. não me lembro quanto tempo passou, mas lembro muito bem quando ela chegou em casa com um copo gigante cheio de sorvete de pistache e morango... putz, que loucura era aquilo!!! eu acho que na minha vida toda nunca tinha tomado sorvete com tanta vontade como naquele dia! e, a partir dali, o apetite cresceu.
acredito que deva ter ficado uma lembrança tão boa daquele dia que, toda vez que resolvo tomar um "geladinho", sinto um prazer indiscritível.
falando nisso, vou tomar um agora mesmo. dá licença?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O fim do rock (como nós conhecemos)?

Li na Billboard Brasil desse mês (01/10) um artigo muito interessnte sobre o fim da era do rock. Escrito por Robert Hilburn, crítico de música pop do jornal Los Angeles Times, é um questionamento sobre o fim do rock, no formato que nós conhecemos. Ele disserta sobre o poder que o rock´n´roll tinha na vida dos jovens quando surgiu. Era considerado um "artigo de fé" e transmitia a idéia de que se poderia "mudar o mundo". E, à medida que o tempo foi passando, assumiu outras funções e responsabilidades.
Lá no início, os artistas eram realmente engajados e imbuídos de ideais nesse sentido. Fazer a diferença, da forma que fosse, era um lema constante e adotado pela grande maioria dos músicos. De Beatles e Bob Dylan a U2 e, mais recentemente Neil Young e Pearl Jam - talvez a última banda a realmente querer fazer a diferença -, apenas para citar alguns exemplos, vestiram a camisa do rock e levantaram sua bandeira com orgulho.
Mas o que está errado hoje?
Hilburn disserta dizendo que os jovens artistas têm culpa porque "não têm o objetivo de fazer discos que atingirão o público em massa". Além do mais, a música não faz mais parte da vida e do cotidiano dos jovens.
Ele prossegue afirmando que o público mais jovem não se sente conectado com o rock. Os discos não são mais pedras fundamentais em suas vidas. Eles não precisam mais de heróis.
Nesse ponto, vou mais longe. Não há nada mais que possa ser transgredido. O r´n´r que sempre carregou o estigma de poder ser transgressor, ou de poder mudar a situação, como queiram, não tem mais essa função. Hoje, pode-se protestar e ser engajado de várias outras maneiras. Com a internet, principal veículo de informação atualmente, pode-se chegar em qualquer lugar. Blogs, myspaces, facebooks, orkuts, garantem todo o espaço necessário para quem quiser se manifestar ou se deixar conhecer. Inclusive pela música.
Ao mesmo tempo, a velocidade do mundo hoje é muito alta. Tudo é muito efêmero. Há tantas fontes de informação, de entretenimento... há tantas coisas possíveis de se fazer. Escutar rock´n´roll talvez não seja o que essa nova geração prefira fazer... Jack White, em entrevista a Robert Hilburn, afirma: "essa geração vê a música como uma presença passiva. É algo como 'vou jogar videogame e, quando eu voltar pro rock´n´roll, ele vai estar esperando'. Eles não compram o cd, mas fazem downloads e repassam para os amigos".
Por outro lado, a grande indústria musical também leva culpa nessa "transgressão" do próprio r´n´r. Principalmente pelo fato de demorarem a dar uma resposta eficiente aos desafios propostos pela internet. Há também o fato dos executivos de grandes gravadoras exigirem um retorno financeiro a curto prazo, o que impede promover uma carreira decentemente. E mais, as gravadoras não conseguem visualizar novos talentos que sejam realmente bons.
Antes de concluir com soluções, quero deixar claro que não condeno o fato de bandas e músicos desejarem - e gostarem - fazer música por música. No entanto, o engajamento que já existiu no r´n´r está realmente chegando ao fim. O rock como nós, aqueles que já passaram dos 30, conhecemos está morrendo. 
Soluções?
Ainda com Hilburn, a primeira que é endereçada às bandas: sejam megalomaníacos. Acreditem que possam chegar ao grande público. Mostrem que têm o que falar, que têm conteúdo, que têm significado. 
E para as majors: é preciso reconquistar os músicos. É necessário encontrar jovens artistas que tenham o que dizer e que sejam realmente visionários. Cuidar desses artistas. E sejam parceiras, parem com a escravidão.
E ele conclui: artistas lendários, como Bob Dylan e Neil Young, fizeram grandes álbuns que mexeram com a sociedade assim como venderam milhões de discos. E ainda vendem! Sua música conquistou gerações e gerações de jovens que compraram milhões de discos de outros artistas por paixão à música, ao rock. Bruce Springsteen e Kirk Hammett (Metallica) afirmaram em entrevistas recentes que a grande maioria do público de seus shows são de novos fãs. E que novo artista "tem a ousada intenção de fazer uma geração de fãs"?
A resposta talvez seja desesperadora.